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Passeio com as meninas pela Vale do Capão – World Schooling

Sabe quando você sente que tem que nadar contra a correnteza e fazer diferente? Sabe quando você sente medo e ainda assim faz, porque o seu coração está pedindo? Pois é, para mim tem sido assim em algumas barreiras que tenho que romper, principalmente na educação dos meus filhos e na jornada fora do senso comum que tenho trilhado.

E é sobre isso que esse episódio vai tratar, no geral, sobre educação, onde o mundo é a escola. Vou falar sobre as barreiras que rompemos diante dos desafios da aprendizagem autônoma e do autoconhecimento.

As meninas e eu viajamos para o Vale do Capão, é um bairro do distrito de Caeté sul, que fica no município de Palmeiras. É um local considerado místico. E lá ficamos as meninas e eu.

As meninas, longe das figuras do pai e do irmão, puderam se empoderar. Conseguiram ver como é ser forte, quando se é independente. E criei um laço maior com elas. Houve um enriquecimento nas relações. Elas entenderam o conceito do: We can, do it!

Para mim, essa experiência no Vale do Capão gerou uma amplitude de mundo para as minhas filhas e para mim mesma. Essa experiência de aprender com o mundo, o World Schooling.

Porque não estamos mais falando de uma vida construída através de um repertório único e exclusivamente familiar. Em uma sociedade ou comunidade pequena, onde as pessoas se deslocam pouco. Estamos falando de um novo tempo, de um mundo globalizado, com acesso à internet. E assim, estamos falando de um mundo com acesso ao mundo.


E a partir desse momento em que admitimos que vivemos nesse status, com essa possibilidade de construção de repertório e construção de aprendizagem e não utilizar isso à nosso favor: é um desperdício.


Então, se a minha família e eu temos esse privilégio de poder “experienciar” o mundo e a vida, isso tudo e além de construir conhecimento através de um outro paradigma, se já rompemos a barreira do paradigma “cartilha escolar” e assim fazendo aprendizagem através da autonomia e projetos de conhecimento, então imaginei que durante esses dias que passamos juntas, o quanto elas puderam ter de avanço em aprendizagem sem ter aulas, por exemplo.


Mas quero deixar claro que em momento algum estou invalidando o conhecimento obtido através das aulas e dos livros. Estou apenas valorizando a autonomia e a liberdade no aprendizado. O quanto uma criança pode aprender no simples ato de aprender e experienciar. Toda a aprendizagem obtida através das aulas tradicionais, dos livros, passa a não ser somente a única forma de aprendizagem.

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