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Meu conto de fadas nômade

Conto de fadas? E o que é conto de fadas para você? Para mim conto de fadas é poder sonhar e realizar, tudo junto e misturado, permita-me explicar-me e isto é o que farei neste episódio!
Meu nome é Danny Truffi e este é Podcast do portal We Go, um projeto de experiência compartilhada onde pretendemos compartilhar todas as pedras que atiramos e tiramos de nosso caminho, ou para que você possa romper as suas próprias barreiras, vem com a gente vai ser mais fácil.

Costumo dizer algumas vezes isto, não sei para me convencer ou se porque de fato eu tenho uma vida de conto de fadas.

Esta história toda começou quando fui diagnosticada com DDA, sim! Tive este diagnóstico e cheguei a ser medicada para isso, no entanto o que mais se percebia em minha personalidade era o quanto eu sonhava, o quanto almejava e planejava.

Desenhava a vida dos meus sonhos. E é claro que nestas fantasias todas de viagens e planejamentos eu acabava saindo um pouco da realidade. E a vida sonhada tomava conta de mim de tal forma que a distração se fazia presente e aos poucos, eu me ausentava, mesmo que inconsciente, da vida real e de suas durezas.

Algumas vezes a história sonhada era tão maravilhosa, que eu ansiava por me deitar o quanto antes à noite para que chegasse logo a hora de viver a minha vida paralela.

Não! Esta vida paralela não era perfeita, e trazia nela também muitos traços da realidade dura, porém é claro, quando se fantasia, até as durezas ficam como queremos, suavizamos o quanto podemos e imaginamos os desafios que temos certeza que podemos aguentar.

E assim, em meio a sonhos e realidade eu fui crescendo e é claro tive que me adaptar ao mundo, e como nem tudo são sonhos, a Ritalina me ajudou por um certo período e a terapia me colocava no chão sempre que eu tendia a voar.

E por vezes o impulso me prejudicou, e acreditando que podia viver a fantasia, eu me entregava e acabava me estrepando. Entre acertos e tropeços, fui desenvolvendo as minhas próprias ferramentas para buscar uma vida coerente com a alma, uma vida sonhada, porém mais real e menos imaginária.
Minha médica homeopata em certo momento de discussão, disse o quanto desejava deixar de tomar remédios para concentração, porém tinha um doutorado para terminar e foi então que ela me alertou que talvez não fosse só um problema de concentração, mas sim eu ter escolhido algo para fazer que não conversava com a minha alma e por isso a falta de concentração me perturbava ainda mais e eu dependia de remédios que me ajudassem.
Foram anos duros, os quais tive que enfrentar a realidade nua e crua, principalmente quando a minha terapeuta me alertou que não dava para ficar na fantasia, e que a vida era difícil principalmente quando se assume como adulto e como responsável pelos feitos na vida real de verdade. Assumimos então, em terapia, que meu desafio seria alinhar sonho e realização, pois a tendência de parar tudo no meio era frustrante demais e quase sempre acontecia por eu simplesmente deixar de sonhar com aquilo que vinha realizando.

Neste percurso, entendi que, se eu passasse muito mais tempo sonhando, e agindo por impulso, menos eu construiria na direção da busca da realização daquilo que ainda me era possível sonhar e acima de tudo, REALIZAR.

Um pouco mais tarde, Certa vez, me deparei com a física quântica, uma amiga me apresentou o livro: Universo autoconsciente, e assim, Amit Goswami entrou em minha vida e eu pude começar a entender que as minhas imaginações constantes não eram assim tão maléficas e que se eu continuasse sonhando, bastava apenas traçar o plano para que o desejo aparecesse dentro da realidade possível.

Longe aqui de debater conceitos físicos, apesar de estar lendo o novo livro….”economia… até porque nem tenho habilidade nisso, o que quero dizer é o quanto acreditar em mim e em minha mente tem feito dos meus dias mais calmos e alinhados com meus sentimentos, os quais nem sempre são fáceis e pacíficos, diga-se de passagem.


Assim, aos poucos, as fantasias, que antes ocupavam muito tempo de mim, foram sumindo e foram dando lugar a realizações. Percebi que o sonho tem de ser consciente, tem de ser de fato pensado, e temos que ter um lugar em nosso dia, para que possamos pensar nesse sonho.
Do mesmo jeito que eu me alimento, me exercito, escovo os dentes, eu deixo em minha rotina, semanal, mensal, anual, um espaço de metas e sonhos. Pensando que assim eu vou conseguir observar a concretização do que era antes apenas almejado.

Fui percebendo que as coisas não acontecem de forma reta dentro do prazo estabelecido, percebi que o que pode-se ter prazo são as ações para o alcance do objetivo final: – Eu quero um barco, o gênio da lâmpada mágica aparece e coloca um barco em minha frente. não é bem assim, talvez antes de ter um barco eu possa estabelecer ações que me levem ao encontro do desejado, como por exemplo aprender a ler as cartas náuticas ou ler livros de pessoas que têm um barco, enfim, estas pequenas ações vão caminhando em direção ao objetivo final, que muitas vezes o barco neste caso era apenas um objeto simbólico, mas a vida que eu almejava tendo um barco, que era ter mais liberdade e morar perto do mar por exemplo podem acontecer de um outro formato. Ser;a que vocês estão me entendendo, se ila, mas enfim… Fui percebendo que a mente alcança o objetivo final, porém as vezes somos incapazes de imaginar o caminho para o alcance, e que neste exercício não se pode ter imediatismo e temos que entender que o caminho é quase sempre bem mais longo do que queremos, com persistência, foco e com atenção aos sinais, vamos enxergando as dicas que o universo nos dá e que o tão almejado vai ficando cada vez mais perto e que nem sempre ele vem na intensidade ou no jeito que esperávamos, mas quando ele vem, vem tão real, que muitas vezes a gente só se dá conta quando já alcançou. E dai nos damos conta do quanto podemos sonhar e viver as nossas próprias vidas de conto de fadas.

Atualmente com esta vida Nômade assim tem sido. E assim como com os contos de fadas, tem seus altos e baixos, pontos de realização e frustração, muita pedra no caminho, muito cansaço, muita vontade de desistir, mas de certa forma consigo enxergar, que assim como nos contos de fadas eu já consegui realizar o sonho de viver viajando por aí e sustentar financeiramente este meu sonho, que tornou-se NOSSO.

A cada cidade, paisagens lindas e locais exuberantes pelos quais passamos, descobri que esse conto de fadas é real. O encanto é realmente incrível com algumas das casas onde ficamos, e você pode acompanhar esses meus relatos de emoção e animação no nosso instagram, por exemplo.

E é claro que o meu conto não terá um fim por aqui, afinal de contas, o we Go é um projeto, acima de tudo de experiência compartilhadas e de barreiras que rompemos por ai, e viver viajando é apenas mais uma barreira rompida, pois em minha história tenho muitas delas etenho outras tantas planejadas…Vem com a gente.

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