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Bahia

O início da jornada

O dia 15 de outubro de 2020 foi uma data que não esquecerei jamais. É o início da nossa jornada.  E a Bahia era o primeiro estado que passaríamos, na verdade foi a nossa primeira base. Encontramos uma casa interessante em Ilhéus e sem saber exatamente para onde estávamos indo… Fomos!

Saímos do litoral norte de São Paulo (São Sebastião) e viajamos oito horas. Paramos em Macaé, no Rio de Janeiro, para o descanso da equipe, principalmente do motorista.

No dia seguinte foram mais de dez horas de viagem. Paramos em Conceição da Barra, no Espírito Santo, onde ficamos em uma pousada apenas para pernoitar.

Esta foi uma noite maluca, no quarto dos “meninos” a Brisa (nosso gato viajante) pulava de um lado para o outro não deixando ninguém dormir, no quarto das “meninas” as baratas eram as companheiras.

Saímos a noite para comer algo e encontramos apenas uma pizzaria,  que prometia uma pizza de 24 pedaços, era muito poder e demorou mais de uma hora e meia para chegar e, após vencermos os pedaços e duas cervejinhas para liberar a tensão, o cansaço tomou conta dos cinco corpinhos. Voltamos nos arrastando para a pousada. E no dia seguinte: pé na estrada de novo, era a reta final.

Querida Bahia: Chegamos!

Chegamos na casa do Paulo e da Suzy, um casal encantador diga-se de passagem, em Olivença, no condomínio Águas de Olivença. Um alívio e tanto, a casa era bem melhor do que nas fotos. Isto nos trouxe tranquilidade já que em tempos pandêmicos a ideia é se manter em casa o máximo possível! O condomínio era mais próximo de Olivença do que de Ilhéus. O casal nos aguardava junto de mais duas pessoas que os ajudam com a manutenção da casa.

O alívio e a felicidade tomaram conta da energia da equipe, sensação de dever cumprido, de empoderamento e de missão concluída. A casa era demais!! Fizemos um agradecimento em família, no qual, cada um pôde expressar seus momentos de tensão e dificuldade e depois de gratidão pela viagem e pela conquista do objetivo final.

Considerações sobre a primeira etapa

Esta primeira perna foi atribulada, acho que por ser a primeira de muitas que virão. A casa fica com um lago no fundo e tem um caminho pelo mato que leva até  a praia, uma praia deserta e bem extensa, tem sido divertido ter uma praia bem perto, vamos correr por lá.

O condomínio é simples e com todo o tipo de gente, tem até um mini mercado, mas bem mini mesmo! No entanto é ele quem nos salva nas horas difíceis e é frequentando este espaço que nos diz melhor onde estamos!

Ilhéus é uma cidade muito boa que nos surpreendeu positivamente, já Olivença é um distrito sossegado e pequeno que consta com pequenas mercearias capazes também de nos salvar nas horas de emergência!

Desta primeira impressão, a única coisa que todos concordamos é que a Bahia realmente tem a sua energia!!!! E, como é bom poder passar esta temporada por aqui!!

 

Desbravando o local

Fomos conhecer a fazenda Irerê que foi bem bacana. Foi um passeio pago, o guia, um cara inteligente, que nos contou muitas curiosidades sobre o cacau. Comemos cacau, a fruta, cacau nibs e depois experimentamos os chocolates.

Fomos no Tororomba, um parque estadual que tem piscinas naturais com águas medicinais, as águas são escuras cor de ferro. As meninas nadaram bastante e eu só dei um mergulho, confesso ter ficado com aflição.

Conhecemos a praia do Cururupe, que tem um  rio na frente dela, parece ser badalada, acho que lota na alta temporada, pois tinham muitos restaurantes.

Conhecemos a praia do Acuípe, que tem um rio no meio, na chegada atravessamos de barco. É um rapaz que empurra o barco com um pau gigante fincando no chão, andamos por tudo, parece uma mini ilha, paramos em um bar rapidamente, Daniel e as crianças atravessaram o rio a nado, eu não.

Conhecemos o centro histórico, andamos por tudo, mas tinha muita coisa fechada por conta da pandemia, passamos em uma loja de perfumaria chamada Avatim que tem coisas maravilhosas.

Rolê gastronômico

Fomos ao restaurante de empadas que tem maravilhosos sabores: Cabana da empada. Em outro dia comemos acarajé na praça e compramos chocolate direto de uma fábrica. Tivemos um rodízio de pizza no Mico, que tem um parquinho lindo para crianças. E conhecemos uma nova casa de empada, mas era pequeno demais o espaço. 

Passeamos por uma feira e no mercadão de Ilhéus. Tirando a aflição de tanto bicho sendo vendido, também tinha castanha de caju e especiarias, pudemos comprar castanhas.

O condomínio onde ficamos é bastante distante de Ilhéus, pertence a um distrito chamado Olivença, o qual consta com um pequeno bairro independente, então  direto vamos dar uma volta em Olivença, para passear e distrair.  

O gato atropelado!

Logo na primeira noite, resolvemos deixar a janela da sala aberta, pois acreditávamos que desta forma as gatas ficariam mais felizes com a liberdade de ir e vir, afinal elas gostam de sair para o quintal e sempre caminharam a noite no quintal das casas em que moramos. Porém, quando acordamos em nosso primeiro dia na Bahia,  um  domingo, ainda cansados da viagem, antes do café já percebemos que a Brisa ( nossa gatinha preta) havia sumido.

Depois de procurarmos um montão, resolvemos fazer um mutirão, Danny ficaria em casa preparando o café e os demais procurariam  a gata. 

Alguns saíram de carro e outros a pé pelo condomínio. Logo atrás da casa havia um lago que o atravessando chegávamos no caminho para a praia.

Em determinado momento a Brisa passou correndo até o carro e colidiu a cabeça com o nosso próprio automóvel!!

Na sequência, pegaram o gato ensanguentado e correram até o veterinário em Ilhéus, 23 km de distância, uma velocidade enorme na estrada e o Vini com o gato no colo tentando achar algum veterinário em pleno domingo.

Por fim ela ficou três dias internada, depois de muitos exames liberaram a gata que poderia ter morrido.

Com esta experiência aprendemos que primeiro: O gato, por mais experiente que seja tem que passar por um período de adaptação quietinho em um local para que ele possa sentir e deixar o cheiro.

Segundo: diante do perrengue, tem de ser rápido e agir.

Terceiro: em todo lugar do mundo existem pessoas dispostas a ajudar e acolher

Nos adaptamos a rotina com o passar do tempo, a gata voltou do veterinário e  nos acostumamos com os barulhos da casa e a segurança voltou a reinar.

O Vini queimou a mão

Após irmos quatro vezes a Ilhéus, buscar a gata, depois comprar todos os remédios que ela precisava, a noite quando fomos jantar a chapa da cozinha estourou ao ser acendida e Vinicius queimou a mão. Voltei para Ilhéus pela terceira vez para o pronto socorro.

A visita dos avós

Meus pais chegaram e fomos com eles no Acuípe comemos acarajé, e a melhor. Vimos que o bar ali do hotel, após atravessar a lagoa é melhor e que passamos pelo barco puxado por corda.

Em uma certa noite fomos para Ilhéus experimentar a sobremesa que diz ser a melhor de gramado e de fato é.

A partida

Partimos da Bahia no dia 16 de dezembro de 2020. Levamos muito aprendizado, uma bagagem gastronômica, e mais atenção com os nossos gatos.